sábado, 30 de junho de 2012

Jovem brasileiro se destaca nos torneios da região de Shizuoka no Japão



O sonho de todo o atleta, não só dos brasileiros, é poder treinar no Japão, pois no caso de Lucas Yusa é ao contrário. O brasileiro de origem japonesa, que desde os seis anos treina em terras nipônicas gostaria muito de um dia treinar e participar de campeonatos aqui no Brasil.
Bastante técnico e muito esforçado em seus treinos, este garoto, que iniciou no judô com o professor Edson Barbosa, passará as férias no Brasil e vê como uma ótima oportunidade de treinar no solo de sua pátria.
Dono de vários títulos em solo nipônico, Lucas se define como um atleta sério e compenetrado. “Eu falo pouco quando estou cuidando dos afazeres cotidianos. Mas quando entro em um tatame para lutar judô, aí a coisa muda de figura. Há pouco tempo participei de uma seletiva para o campeonato provincial. As quatro lutas que disputei na categoria de 66 quilos foram todas vencidas por ippon (golpe que define o combate). Mas não é sempre que consigo o ippon. Naquelas lutas eu estava bem”, relata Yusa.
Perto de completar 17 anos, continua firme e forte treinando e participando de vários campeonatos no Japão. E foi num desses campeonatos que garantiu a vaga para o ensino médio em escola japonesa, que nem mesmo os japoneses fazendo prova não conseguem.
Até o ensino fundamental, Lucas Yusa participava de campeonato normalmente com os japoneses pela escola brasileira, porém para poder seguir lutando teria que realizar o ensino médio em escola japonesa. Tarefa não muito fácil. “Todos foram contra, até mesmo meu professor do clube japonês e meus pais. Não dominava nem a escrita e nem o idioma. Meu professor gritou comigo e disse: – você pode ser o melhor no judô, mas nunca vai entrar na escola japonesa pelo judô”, relembra. “Venci! Venci! Venci! Então, pelo judô entrei na escola japonesa e continuo lutando firme e forte. Embora, conheça pouco o Brasil, gostaria de poder defender o meu país”, finaliza com a esperança de encontrar uma forma de defender as cores ver e amarela nas Olimpíadas do Rio de Janeiro .
Onde e que ano começou no judô? Ano de 2002, Colégio Alegria de Saber.
Por que começou? Eu não sei muito bem quando estava no Brasil com dois anos eu gostava muito das rodas de capoeira, se minha mãe não me segurasse eu entrava em qualquer roda, até mesmo um dia que levei uma pernada e caiu longe.
Quem te levou e quem te dá inspiração? Eu gostava muito desses heróis Power Ranger estava sempre em todos os shows e como sempre se não me segurasse estava eu lá querendo participar das lutas. Inspiração: meu professor, minha mãe e meu pai.
Quem são os seus ídolos no judô? Inouê e Thiago Camilo.
Como está sendo o seu treinamento? Pesado em busca do golpe perfeito.
Quais as competições que pretender lutar em 2012? No momento estou treinando bastante para tentar classificar para nacional e campeonato mundial.
FICHA TÉCNICA
NomeLucas Feijó Yusa
Idade16 anos (9/5/95)
Local de nascimentoBangu, Rio de Janeiro.
GraduaçãoFaixa preta
ClubeTakayama
ClasseJuvenil
Peso69 kg
TreinamentoTodos os dias, por 3 horas.
PatrocínioNenhum
Ídolo no judôTiago Camilo
Lugar onde sonha lutarOlimpíadas pelo Brasil
Objetivos para 2012Nacional e Mundial
Onde iniciou a treinarEscola
Quem era o professorEdson Barbosa
Onde estudaEscola Japonesa Arai Kooko
Outro esporteJiu-Jitsu (Campeão Asiático, Dumal   Internacional e outros)
Se não fosse judoca, seriaJogador de futebol ou cantor.
Maior sonhoLutar nas Olimpíadas ou ser   reconhecido aí no Brasil. Dentro da comunidade japonesa já há reconhecimento.
PalavrasGostaria muito de um dia poder   treinar ou mesmo lutar aí no Brasil aqui no Japão estou no nível igual dos   Japoneses. Pois sei que no Brasil os treinos e a força é boa, talvez perto   dos brasileiros eu não seja nada. No mês de março, estou de férias dois meses   caso tiver uma oportunidade me chamam que estou aí (risos)!




Princípios do Judô




  • Quem teme perder já está vencido.
  • Somente se aproxima da perfeição quem a procura com constância, sabedoria e, sobretudo humildade.
  • Quando verificares com tristeza que não sabes nada, terás feito teu primeiro progresso no aprendizado.
  • Nunca te orgulhes de haver vencido a um adversário, ao que venceste hoje poderá derrotar-te amanhã. A única vitória que perdura é a que se conquista sobre a própria ignorância.
  • O judoca não se aperfeiçoa para lutar, luta para se aperfeiçoar.
  • Conhecer-se é dominar-se, dominar-se é triunfar.
  • O judoca é o que possui inteligência para compreender aquilo que lhe ensinam, paciência para ensinar o que aprendeu aos seus semelhantes e fé para acreditar naquilo que não compreende.
  • Saber cada dia um pouco mais e usá-lo todos os dias para o bem, esse é o caminho dos verdadeiros judocas.
  • Praticar judô é educar a mente a pensar com velocidade e exatidão, bem como o corpo obedecer com justeza. O corpo é uma arma cuja eficiência depende da precisão com que se usa a inteligência.

Origem e Filosófia do Judô



Criado em 1882 por Jigoro Kano, no Japão, o Judô tem como alicerce três princípios filosóficos:
JU = suavidade
SEIRYOKU-ZEN-YO = máxima eficiência com mínimo esforço
JITA-KYOEI = bem estar e benefícios mútuos
Desde 1964 o judo é um esporte olímpico. Atualmente 177 países estão filiados à Federação Internacional de Judô (FIJ). No Brasil calcula-se para mais de 2 milhões de praticantes de judô, um milhão, só no estado de São Paulo. Para um esporte que começou a ser conhecido no mundo só a partir do início do século é um avanço extraordinário e continua em franco crescimento.
O carisma deste esporte asiático deve-se à união eficaz de dois pontos na formação humana: a EDUCAÇÃO FÍSICA e MENTAL, seguindo aquele velho aforismo: EM CORPO SADIO, MENTE SADIA.
A Academia Kanayama acreditando neste preceito tem como filosofia o incentivo à participação da criança em atividades que promovam a integração, fazendo com que aprenda a conhecer-se, desde as suas limitações até os potenciais desconhecidos. É uma lição de casa que ela tem que fazer e resolver sem interferências.
Por outro lado, aplicando o princípio da suavidade (JU) incentivamos a prática do Judô por todos sem qualquer tipo de restrição, com o devido respeito às limitações e aos objetivos individuais. Idade e condição física não são vistas como fatores impeditivos para a prática do judô.
Para o desenvolvimento pleno de um judoca a técnica deve aliar-se ao componente físico que crie um equilíbrio resultando na máxima eficiência. A competição é um dos componentes do esporte, e portanto, também o é no judô. Com o devido supervisionamento a competição tem como objetivo medir o grau de aprendizagem atingido, fechando um ciclo para início de um próximo mais avançado.

Ginásio de Sumô de São Paulo é primeiro e único fora do Japão


A Prefeitura inaugura neste domingo (24/7) Ginásio de Sumô Mie Nishi. A nova arena foi construída exclusivamente para a prática de sumô, esporte tradicional japonês que conta com muitos adeptos no Brasil. Para marcar a inauguração será realizado um torneio com lutadores do Brasil do Japão.

O Ginásio de Sumô Mie Nishi, que será inaugurado neste domingo (24/7), no Conjunto Esportivo Cultural Brasil-Japão, é o primeiro e único fora do Japão construído exclusivamente para esse esporte.

As obras no Conjunto Esportivo - que contemplam as reformas dos estádios de beisebol e de gateball, paisagismo e a construção do ginásio - foram iniciadas há três anos. Por ocasião do 1º. Centenário da Imigração Japonesa, em 2008, a Prefeitura de São Paulo comprometeu-se a construí-lo. No local já existia um ginásio de sumô (não exclusivo) que foi demolido para ser erguido em seu lugar esse novo espaço com capacidade para mil espectadores.

Uma delegação de lutadores virá do Japão para participar do Torneio da Amizade Brasil-Japão que será disputado domingo a partir das 11h. No sábado (23/7) será disputado o 50º Campeonato Brasileiro de Judô e no domingo, pela manhã, o Campeonato Sul-Americano.

Serviço

Inauguração do Ginásio de Sumô Mie Nishi
Data: 24 de julho
Horário: 10h30
Local: Complexo Esportivo Mie Nishi
Endereço: Av. Presidente Castello Branco 5446, Bom Retiro
Entrada franca

Atleta do Clube Escola realiza sonho de treinar no Centro Olímpico


Larissa Nunes Ferreira começou a lutar caratê no Clube Escola Vila Curuçá, na Zona Leste da Cidade. Após vencer torneios de importância no cenário nacional, a atleta passou a integrar a equipe de judô do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa.

Larissa Nunes Ferreira é uma pré-adolescente como qualquer outra. Cheia de sonhos, ansiedades, dúvidas e incertezas, mas com uma determinação e ambição muito grande. E foi dessa maneira que a jovem atleta chegou ao Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação (Seme). Ela começou a lutar caratê incentivada pelos pais, Claudio Alvino Ferreira e Reginalda Nunes de Oliveira Ferreira, aos oito anos, na Academia Novo Visual e depois ingressou no Clube Escola Vila Curuçá, na Zona Leste da Cidade.

Os atletas que se destacam nos Clubes Escola da Seme, como Larissa, têm a chance de ingressar no COTP. E foi assim que ela, hoje com 12 anos, conseguiu treinar no Centro Olímpico. A seleção é difícil, pois os jovens interessados em fazer parte desta unidade têm de participar de uma seletiva conhecida como “peneira”, em que são testados os conhecimentos e as habilidades da modalidade esportiva escolhida.

No caratê, Larissa conquistou a medalha de ouro no Nin do Kan de 2007 e 2008 e de bronze em 2009; foi vice-campeã paulista em 2010 e campeã paulista em 2011; e bronze no Mundialito de Karatê em 2009. Como o COTP não oferece caratê, a jovem atleta escolheu treinar judô na nova casa.

Moradora do Jardim dos Ipês, na Zona Leste, ela acorda às 5h e leva duas horas para chegar ao Centro Olímpico, depois de tomar trem e metrô. Treinando três vezes por semana (segunda, quarta e sexta-feira) no período da manhã (das 8h30 às 10h), ela já se apaixonou pela nova modalidade e tem como seu ídolo no esporte o diretor do COTP, Henrique Guimarães (medalha de bronze na Olimpíada de Atlanta/EUA, em 1996). “O judô significa muita coisa para mim. É a chance de derrubar barreiras e chegar ao lugar mais alto do pódio”, afirma Larissa.

A judoca quer se tornar uma atleta profissional e pretende trabalhar bastante para poder disputar a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. “Na época, vou estar com 17 anos e preciso trabalhar muito para realizar o meu sonho de integrar a equipe brasileira”. Ela se diz impressionada com a estrutura do Centro Olímpico: “Nunca imaginei que tivesse um lugar assim em São Paulo”.

Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa

Considerado uma verdadeira fábrica de atletas, o COTP atende gratuitamente mais de 1.200 crianças e adolescentes nas seguintes modalidades: atletismo, basquete, boxe, futebol, ginástica olímpica, handebol, judô, luta olímpica, natação e vôlei. O Centro funciona como uma rede olímpica da Secretaria de Esportes. O COTP fica na avenida Ibirapuera, 1.315, em Moema, Zona Sul. Para obter outras informações sobre as “peneiras”, é só ligar no telefone 3396-6451.

João Derly se despede dos tatames com vitória


O dia 14 de junho de 2012 entrou para história do judô mundial. Nesta quinta-feira, o primeiro brasileiro a ser campeão e bicampeão do mundo se despediu dos tatames. Quase mil pessoas lotaram o ginásio da Sogipa no início da noite para prestigiar o evento. João reuniu os amigos para fechar a sua história no esporte. Inclusive, fechou com chave de ouro. Na sua última luta, ele venceu o atleta da Costa Rica Murilo Osman – que está classificado para os Jogos Olímpicos de 2012. Uma história com final feliz.
“Eu pensei que não ia ser difícil me despedir. Porém, quando saí do tatame pensei em tudo que vivi. Sou muito grato à todos. Quero agradecer aos meus pais, minha esposa, meu professor Kiko e a todos os meus amigos que estão aqui e também os que não estão. A Sogipa também merece o seu destaque, esse clube maravilhoso sempre me deu suporte em tudo. Agora, vou tocar adiante a minha vida. Foi um privilégio terminar assim”, discursou, emocionado, o homenageado da noite.
“O João Derly foi a pessoa mais leal que eu conheci em toda a minha vida. Para as pessoas que não o conhecem tão bem quanto eu as qualidades dentro do tatame parecem ser as maiores. Mas, fora dos tatames o João Derly é ainda maior”, relatou Antônio Carlos Pereira, o Kiko, treinador de João durante toda a sua carreira.
“João Derly, através do esporte, representa a transformação de um simples menino em um gigante que conquistou o mundo e os nossos corações dentro e fora dos tatames. Somente duas palavras resumem o que ele significa para a Sogipa: gratidão e orgulho. Ele construiu uma história de sucesso que deixa um legado muito importante para todos nós”, disse o vice-presidente de esportes do clube, Alexandre Algeri.
No embate entre Seleção da América e Amigos do João Derly, supremacia dos amigos do bicampeão. Felipe Kitadai, Diego Santos, Afonso Baldigen, Maria Portela, Eduardo Santos, Rodrigo Luna e Walter Santos venceram suas lutas por ippon. Jorge Alex e Evandro Heitor empataram.
A última luta de João Derly durou vinte e um segundos. O judoca da equipe Oi/Sogipa foi para cima do costa-riquenho Murilo Osman, classificado para os Jogos de Londres. Vitória de Derly, por ippon. O ginásio todo aplaudiu de pé o nome da noite. Ao sair do tatame, João se emocionou e cumprimentou a todos que estiveram presentes. Era a última vitória de um mito do judô.
O Tributo a João Derly tem patrocínio de Oi, Procempa, Banrisul e Centauro e apoio de Confederação Brasileira de Judô e Sportv.