Judô Noticias
Tantas vezes caí e levantei Tantas vezes perdi e chorei Tantas vezes lutando me frustrei Mas de coração jamais te abandonei As dores primárias que não esquecerei: O primeiro joelho machucado O pé machucado Mesmo assim jamais te deixei. A arte que me ensinou derrubar Pela qual, inúmeras vezes tombei. Aprendi enfrentar e me levantar E por isso jamais te troquei
sábado, 31 de agosto de 2013
Mayra Aguiar conquista mais uma medalha para o Brasi
Mayra Aguiar conquista mais uma medalha para o Brasil
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Mais uma medalha para o judô brasileiro. Nesta sexta-feira (30/08), a judoca Mayra Aguiar conquistou o bronze da categoria meio-pesado, no Campeonato Mundial do Rio de Janeiro. A sul-coreana Sol Kyong foi a grande campeã da categoria. Lutando entre os médios, Maria Portela e Eduardo Santos foram derrotados. Os campeões deste peso foram o cubano Asley Gonzalez e a colombiana Yuri Alvear. Com a medalha de Mayra, o judô nacional já soma quatro conquistas na competição. Dois bronzes, uma prata e um ouro.
A judoca gaúcha começou o campeonato muito bem, mas, nas quartas de final, foi superada pela holandesa Marhinde Verkerk. Na repescagem, Mayra enfrentou a ucraniana Viktoriia Turks, vencendo por Ippon. Na disputa do bronze, a atleta venceu a canadense Catherine Roberge, novamente pela pontuação máxima.
“A gente sempre luta muito, se esforça ao máximo. É muito difícil, mas a gente conquista”, disse, emocionada, Mayra Aguiar.
“Quando perdi a primeira luta fiquei muito abatida, mas me motivaram tanto que eu pensei: não poderia sair desse mundial sem uma medalha. Por isso, esse bronze valeu ouro”, comemorou Mayra.
Outra gaúcha que vinha fazendo uma bela competição era Maria Portela. Entretanto, a judoca foi derrotada, também nas quartas, pela sul-coreana Hwang Ye-Sul. Na sequência, Maria enfrentou a francesa Lucie Decosse, atual campeã olímpica. A luta mais emocionante do dia durou 8 minutos e 52 segundos e a atleta da França saiu com a vitória. A última da carreira, pois na disputa do bronze, Lucie foi derrotada em sua despedida como profissional.
“Recebi muitas mensagens positivas depois dos Jogos Olímpicos de Londres e fiquei muito feliz com isso, com o apoio das pessoas, sendo elas judocas ou não. Espero que tenha deixado alguma marca no esporte ou que tenha dado alguma inspiração para as pessoas praticarem judô”, finalizou Lucie Decosse.
Um dos destaques da competição foi a colombiana Yuri Alvear, campeã mundial em 2009. A judoca foi talvez a mais agressiva de toda da competição. Com um estilo de luta aberto, ela conseguiu conquistar seu bicampeonato mundial.
“Quero agradecer a deus e a todas as pessoas que me ajudaram a vir aqui e fazer um bom trabalho. O povo colombiano ficou muito contente quando conquistei a minha primeira medalha de ouro, agora tenho uma segunda, espero que a festa seja igual”, comemorou Yuri Alvear.
Entre os homens, Asley Gonzalez superou o grego Ilias Iliadis, uma lenda viva do esporte, na semifinal. Na última luta, o cubano enfrentou o georgiano Varlam Liparteliani, campeão do mundo em 2008. Um caminho nada fácil até o merecido ouro.
“Este título é fruto de muito treino e os meus adversários provam que não fui campeão por sorte. Agora quero continuar neste ritmo e focar na próxima competição para seguir vencendo, se Deus quiser, até as Olimpíadas. Com certeza o povo cubano está muito feliz”, disse Asley Gonzalez.
Neste sábado, 31 de agosto, será a vez dos pesos meio-pesado masculino (-100 kg) e pesado masculino e feminino (+100 kg para homens e +78 para mulheres). O Brasil terá no tatame do Maracanãzinho os judocas Rafael Silva, Renan Nunes, Luciano Corrêa e Maria Suelen Altheman.
Resultados:
Categoria Médio Masculino (- 90kg)
1º - Asley Gonzales (CUB)
2º - Varlan Liparteliani (GEO)
3º - Ilias Iliadis (GRE)
3º - Kirill Denisov (RUS)
Médio Feminino (-70kg)
1º - Yuri Alvear (COL)
2º - Laura Vargas Koch (GER)
3º - Kim Polling (HOL)
3º - Seongyeon Kim (KOR)
Meio pesado Feminino (- 78kg)
1º - Kyong Sol (PKR)
2º - Marhinde Verkerk
3º - Mayra Aguiar (BRA)
3º - Audrey Tcheumeo (FRA)
Mundial de judô...
Infelizmente não deu para Eduardo Santos. O brasileiro perdeu para o sueco Joakim Dvarby e foi eliminado do mundial do Rio.
" Entrei com uma estratégia bem definida, mas a força do adversário me surpreendeu e acabou frustrando um pouco dessa tática e me cansando bastante.. Num determinado momento eu encaixei um golpe, achei que conseguiria, mas ele era realmente muito forte e não consegui derruba-lo", analisou Eduardo Santos

sexta-feira, 16 de novembro de 2012
"Catada" de perna volta a atormentar Brasil, que sofre com golpe ilegal no judô e perde chance de ouro
A seleção brasileira voltou a conviver no Mundial de judô por equipes, no final de semana, com um incômodo que já tirara as chances de medalha de uma atleta nos Jogos Olímpicos de Londres e que rendeu polêmica: a conhecida “catada” de perna.
Na Inglaterra, a brasileira Rafaela Silva foi desclassificada pelo golpe e perdeu a chance de disputar o bronze na repescagem depois de ser desqualificada contra a húngara Hedvig Karakas, por golpe ilegal.
Naquela oportunidade, a arbitragem chegou a marcar um waza-ari para Rafaela no começo da luta, mas desclassificou Silva depois, por meio de um VT, por ela ter atacado a perna direita da adversária antes do desequilíbrio.
Rafaela chorou muito após a luta e chegou a se irritar por ser acusada por falta de “jogo sujo”. O golpe foi ilegal porque Rafaela começou seu ataque contra a húngara direto pela perna, o que foi proibido há três anos pela Federação Internacional de Judô.
Naquela oportunidade, a arbitragem chegou a marcar um waza-ari para Rafaela no começo da luta, mas desclassificou Silva depois, por meio de um VT, por ela ter atacado a perna direita da adversária antes do desequilíbrio.
Rafaela chorou muito após a luta e chegou a se irritar por ser acusada por falta de “jogo sujo”. O golpe foi ilegal porque Rafaela começou seu ataque contra a húngara direto pela perna, o que foi proibido há três anos pela Federação Internacional de Judô.
No último sábado, Rafaela chegou a fazer movimentos no mínimo semelhantes, mas nada foi marcado pela arbitragem.
Já no domingo o Brasil sofreu com a “catada de perna”. Leandro Cunha foi desclassificado quando vencia sua luta. O mesmo aconteceu dois combates depois, quando Victor Penalber também vencia duelo e foi desclassificado.
O Brasil perdeu por 3 a 2 para a Rússia, sendo que dois dois combates vencidos pelo rival foram por esta desqualificação no momento em que os lutadores brasileiros venciam; situação semelhante vivenciada por Rafaela.
"Há três anos atrás essa regra não existia, e a catada de perna era liberada. Eu sempre catava muita perna. O reflexo às vezes engana a gente. Acontece, é um erro. Você só pode pegar em sequência. Não pode pegar direto na perna”, falou o primeiro.
“Está ainda mal interpretada [a regra]. Às vezes você precisa executar para direcionar o golpe. O adversário estava nas minhas costas. Mas temos que entender direito essa regra para não atrapalhar e prejudicar futuramente a gente em outros campeonatos”, falou Cunha.
Agarrar as pernas de um oponente no judô só é válido em três circunstâncias: quando um judoca tenta o contra-ataque, como sequência ou complemento de um golpe ou quando um atleta está sendo agarrado por cima, do lado oposto da perna em que pode agarrar.
Penalber e Cunha lamentaram que as derrotas tenham sido por punição, o que poderia colocar o Brasil na final. “Foi uma pena, poderíamos ter passado [pela Rússia]. O Leandro estava ganhando por wasari, mas reverteram para a punição. Eu estava ganhando e peguei na perna faltando um minuto. Qualquer uma dessas lutas nos daria a vitória [contra a Rússia]”, falou Penalber.
Já no domingo o Brasil sofreu com a “catada de perna”. Leandro Cunha foi desclassificado quando vencia sua luta. O mesmo aconteceu dois combates depois, quando Victor Penalber também vencia duelo e foi desclassificado.
O Brasil perdeu por 3 a 2 para a Rússia, sendo que dois dois combates vencidos pelo rival foram por esta desqualificação no momento em que os lutadores brasileiros venciam; situação semelhante vivenciada por Rafaela.
"Há três anos atrás essa regra não existia, e a catada de perna era liberada. Eu sempre catava muita perna. O reflexo às vezes engana a gente. Acontece, é um erro. Você só pode pegar em sequência. Não pode pegar direto na perna”, falou o primeiro.
“Está ainda mal interpretada [a regra]. Às vezes você precisa executar para direcionar o golpe. O adversário estava nas minhas costas. Mas temos que entender direito essa regra para não atrapalhar e prejudicar futuramente a gente em outros campeonatos”, falou Cunha.
Agarrar as pernas de um oponente no judô só é válido em três circunstâncias: quando um judoca tenta o contra-ataque, como sequência ou complemento de um golpe ou quando um atleta está sendo agarrado por cima, do lado oposto da perna em que pode agarrar.
Penalber e Cunha lamentaram que as derrotas tenham sido por punição, o que poderia colocar o Brasil na final. “Foi uma pena, poderíamos ter passado [pela Rússia]. O Leandro estava ganhando por wasari, mas reverteram para a punição. Eu estava ganhando e peguei na perna faltando um minuto. Qualquer uma dessas lutas nos daria a vitória [contra a Rússia]”, falou Penalber.
“Eu até coloquei no meu Twitter, perdemos para nós mesmos. Nós erramos, o erro foi nosso. Não foi a adversário que acertou. Estávamos melhores nas duas lutas e éramos pra estar nessa final”, falou o coordenador técnico da equipe, Ney Wilson.
O técnico do time masculino, Luiz Shinohara, afirmou que o golpe sai no impulso, mas que precisa ter um basta. “O pessoal vinha fazendo muito essa catada de perna, e os que faziam [sempre], na hora do sufoco, de repente sai. Mas a tendência é acabar catação de perna. E os nossos todos têm que parar com isso.”
Como alento, a vitória que rendeu a medalha de bronze no masculino veio de uma catada ilegal de atleta francês sobre Rafael Silva, que rendeu os 3 a 2 para o Brasil.
Como alento, a vitória que rendeu a medalha de bronze no masculino veio de uma catada ilegal de atleta francês sobre Rafael Silva, que rendeu os 3 a 2 para o Brasil.
29/10/2012
Maior polo de medalhas do Brasil, judô tem relação fria com MMA e usa lado educacional em "concorrência"
Um é o esporte que mais tem criado ídolos nacionais paralelamente ao futebol e ganha cada vez mais espaço entre os fãs. O outro vem em crescente nas últimas décadas e é o maior responsável por medalhas brasileiras na história dos Jogos Olímpicos. Mas MMA e judô ainda tem uma relação fria e distante.
O esporte nascido no Japão já rendeu 19 medalhas olímpicas ao Brasil; maior número entre todas modalidades. É a arte marcial mais tradicional e praticada na base. Mas se vê longe e com pouco a acrescentar para um esporte mais completo, em ascensão e que não tem quase nenhum de seus atletas oriundos do judô.
O esporte nascido no Japão já rendeu 19 medalhas olímpicas ao Brasil; maior número entre todas modalidades. É a arte marcial mais tradicional e praticada na base. Mas se vê longe e com pouco a acrescentar para um esporte mais completo, em ascensão e que não tem quase nenhum de seus atletas oriundos do judô.
Faixa roxa de jiu-jitsu, atacante do São Caetano quer o MMA e diz que no futebol falta "respeito pelo esporte"
Enquanto aguardava a partida contra o Vitória, na última sexta-feira, em Salvador, o atacante do São Caetano Leandrão decidiu fazer uma tietagem aos atletas brasileiros do judô que estavam no mesmo hotel na capital baiana.
A delegação treinava para o Mundial por equipes, que foi realizado em Salvador no sábado e domingo. Leandrão era o único dos atletas do time do ABC que ficou o tempo todo ali, interessado. Tirava várias fotos e postava nas redes sociais. Acompanhava atento e com olhar fixo a cada movimento.
Mas o interesse tinha explicação: ele é praticante amador de MMA e pensa até em se tornar um profissional da luta depois que encerrar a carreira. O ex-jogador de Botafogo, Internacional Cruzeiro e Ponte Preta, entre outros, está com 29 anos e pratica jiu-jitsu há 12 anos. É faixa roxa.
“Acordei cedo, tomei um café e já vim aqui acompanhar os treinos. Estou acompanhando a equipe brasileira. Adoro judô. Na academia que treino jiu-jitsu fazemos alguns treinos de judô, porque ajuda nas quedas. Agora estou fazendo fotos e mandando pro pessoal da academia”, falou.
“Não posso me federar pra disputar campeonato [de MMA e jiu-jitsu] por causa do futebol, mas tenho esse expectativa de participar de alguns torneios [de MMA] quando parar, até porque vou participar como veterano. Treino bastante wrestling, agora estou voltando a treinar. Treinei karatê. Agora treino MMA, com muay thai e jiu jitsu", falou.
Leandrão disse, no entanto, que disputa lutas amadoras de MMA nas academias. Ele treina na academia Brazilians Top Teams e afirmou que até teria um combate amador marcado para o último sábado, mas que lesionou o braço.
“Penso, penso sim em lutar MMA [profissionalmente no futuro]. Já fiz algumas lutas amadoras dentro de academia. Tinha uma luta minha amanhã, mas machuquei a mão treinando queda. Mas algumas lutas amadoras e internas eu pratico”, contou.
O atacante afirmou, no entanto, que essa foi a única lesão que teve por praticar o MMA. E que todos os técnicos com quem trabalhou sabem de sua prática paralela.
Mas o interesse tinha explicação: ele é praticante amador de MMA e pensa até em se tornar um profissional da luta depois que encerrar a carreira. O ex-jogador de Botafogo, Internacional Cruzeiro e Ponte Preta, entre outros, está com 29 anos e pratica jiu-jitsu há 12 anos. É faixa roxa.
“Acordei cedo, tomei um café e já vim aqui acompanhar os treinos. Estou acompanhando a equipe brasileira. Adoro judô. Na academia que treino jiu-jitsu fazemos alguns treinos de judô, porque ajuda nas quedas. Agora estou fazendo fotos e mandando pro pessoal da academia”, falou.
“Não posso me federar pra disputar campeonato [de MMA e jiu-jitsu] por causa do futebol, mas tenho esse expectativa de participar de alguns torneios [de MMA] quando parar, até porque vou participar como veterano. Treino bastante wrestling, agora estou voltando a treinar. Treinei karatê. Agora treino MMA, com muay thai e jiu jitsu", falou.
Leandrão disse, no entanto, que disputa lutas amadoras de MMA nas academias. Ele treina na academia Brazilians Top Teams e afirmou que até teria um combate amador marcado para o último sábado, mas que lesionou o braço.
“Penso, penso sim em lutar MMA [profissionalmente no futuro]. Já fiz algumas lutas amadoras dentro de academia. Tinha uma luta minha amanhã, mas machuquei a mão treinando queda. Mas algumas lutas amadoras e internas eu pratico”, contou.
O atacante afirmou, no entanto, que essa foi a única lesão que teve por praticar o MMA. E que todos os técnicos com quem trabalhou sabem de sua prática paralela.
“A primeira coisa que eu faço é dizer que pratico. Mas pratico com cuidado, quando vou lutar eu peço pra usar proteção, caneleira, proteção de tórax e capacete. Eu me cuido muito por causa do futebol”, falou.
“Nunca, nunca [teve lesão]. A única mais grave foi essa da mão. Nunca tive uma lesão mais grave”, contou.
Leandrão ressaltou algumas das características do jiu-jitsu que utiliza no futebol e diz que no esporte que pratica profissionalmente ainda não existe o respeito que há nas artes marciais.
"Sempre me ajudou, é importante fazer [jiu-jitsu], ajuda na minha concentração, paciência e perseverança. Jogador de futebol não trabalha isso que se trabalha na luta, o respeito pelo esporte. O que aprendi na luta me ajudou bastante."
“Nunca, nunca [teve lesão]. A única mais grave foi essa da mão. Nunca tive uma lesão mais grave”, contou.
Leandrão ressaltou algumas das características do jiu-jitsu que utiliza no futebol e diz que no esporte que pratica profissionalmente ainda não existe o respeito que há nas artes marciais.
"Sempre me ajudou, é importante fazer [jiu-jitsu], ajuda na minha concentração, paciência e perseverança. Jogador de futebol não trabalha isso que se trabalha na luta, o respeito pelo esporte. O que aprendi na luta me ajudou bastante."
sábado, 30 de junho de 2012
Jovem brasileiro se destaca nos torneios da região de Shizuoka no Japão
O sonho de todo o atleta, não só dos brasileiros, é poder treinar no Japão, pois no caso de Lucas Yusa é ao contrário. O brasileiro de origem japonesa, que desde os seis anos treina em terras nipônicas gostaria muito de um dia treinar e participar de campeonatos aqui no Brasil.
Bastante técnico e muito esforçado em seus treinos, este garoto, que iniciou no judô com o professor Edson Barbosa, passará as férias no Brasil e vê como uma ótima oportunidade de treinar no solo de sua pátria.
Dono de vários títulos em solo nipônico, Lucas se define como um atleta sério e compenetrado. “Eu falo pouco quando estou cuidando dos afazeres cotidianos. Mas quando entro em um tatame para lutar judô, aí a coisa muda de figura. Há pouco tempo participei de uma seletiva para o campeonato provincial. As quatro lutas que disputei na categoria de 66 quilos foram todas vencidas por ippon (golpe que define o combate). Mas não é sempre que consigo o ippon. Naquelas lutas eu estava bem”, relata Yusa.
Perto de completar 17 anos, continua firme e forte treinando e participando de vários campeonatos no Japão. E foi num desses campeonatos que garantiu a vaga para o ensino médio em escola japonesa, que nem mesmo os japoneses fazendo prova não conseguem.
Até o ensino fundamental, Lucas Yusa participava de campeonato normalmente com os japoneses pela escola brasileira, porém para poder seguir lutando teria que realizar o ensino médio em escola japonesa. Tarefa não muito fácil. “Todos foram contra, até mesmo meu professor do clube japonês e meus pais. Não dominava nem a escrita e nem o idioma. Meu professor gritou comigo e disse: – você pode ser o melhor no judô, mas nunca vai entrar na escola japonesa pelo judô”, relembra. “Venci! Venci! Venci! Então, pelo judô entrei na escola japonesa e continuo lutando firme e forte. Embora, conheça pouco o Brasil, gostaria de poder defender o meu país”, finaliza com a esperança de encontrar uma forma de defender as cores ver e amarela nas Olimpíadas do Rio de Janeiro .
Onde e que ano começou no judô? Ano de 2002, Colégio Alegria de Saber.
Por que começou? Eu não sei muito bem quando estava no Brasil com dois anos eu gostava muito das rodas de capoeira, se minha mãe não me segurasse eu entrava em qualquer roda, até mesmo um dia que levei uma pernada e caiu longe.
Quem te levou e quem te dá inspiração? Eu gostava muito desses heróis Power Ranger estava sempre em todos os shows e como sempre se não me segurasse estava eu lá querendo participar das lutas. Inspiração: meu professor, minha mãe e meu pai.
Quem são os seus ídolos no judô? Inouê e Thiago Camilo.
Como está sendo o seu treinamento? Pesado em busca do golpe perfeito.
Quais as competições que pretender lutar em 2012? No momento estou treinando bastante para tentar classificar para nacional e campeonato mundial.
FICHA TÉCNICA
| Nome | Lucas Feijó Yusa |
| Idade | 16 anos (9/5/95) |
| Local de nascimento | Bangu, Rio de Janeiro. |
| Graduação | Faixa preta |
| Clube | Takayama |
| Classe | Juvenil |
| Peso | 69 kg |
| Treinamento | Todos os dias, por 3 horas. |
| Patrocínio | Nenhum |
| Ídolo no judô | Tiago Camilo |
| Lugar onde sonha lutar | Olimpíadas pelo Brasil |
| Objetivos para 2012 | Nacional e Mundial |
| Onde iniciou a treinar | Escola |
| Quem era o professor | Edson Barbosa |
| Onde estuda | Escola Japonesa Arai Kooko |
| Outro esporte | Jiu-Jitsu (Campeão Asiático, Dumal Internacional e outros) |
| Se não fosse judoca, seria | Jogador de futebol ou cantor. |
| Maior sonho | Lutar nas Olimpíadas ou ser reconhecido aí no Brasil. Dentro da comunidade japonesa já há reconhecimento. |
| Palavras | Gostaria muito de um dia poder treinar ou mesmo lutar aí no Brasil aqui no Japão estou no nível igual dos Japoneses. Pois sei que no Brasil os treinos e a força é boa, talvez perto dos brasileiros eu não seja nada. No mês de março, estou de férias dois meses caso tiver uma oportunidade me chamam que estou aí (risos)! |
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